
Somos um gatil jovem que cria Sagrados da Birmânia, uma raça pouco conhecida no Brasil e que queremos difundir. Sempre gostei de gatos, e sempre os tive desde criança. Todos sempre se admiravam como eu tinha jeito para lidar com os gatinhos, como eles vinham sozinhos para meu colo ou como gostavam de comer doces na minha mão. Meu esposo nunca teve um gatinho, apesar de amar os bichanos. Seus pais não gostavam de animais dentro de casa, e eles moravam em apartamento. Seu primeiro gato foi um presente de nossa madrinha de casamento (Gabi, te amamos!): o Aaron, um Turkish Red lindo! Ele nos acordava com mordidelas no queixo, ou tentava arrancar nossos brincos com os dentes e as unhas. Quando alcançava seu objetivo, se roçava com um ronronar apaixonante e nos olhava com aquele olhar pidão irresistível até que o abraçássemos e fizéssemos festinhas na sua barriguinha. Quando voltávamos para casa do trabalho, assim que ele escutava o barulho do carro, corria para a porta e nos esperava para ganhar um colo e carinho. Esses rituais diários eram sagrados. Infelizmente desfrutamos muito pouco de sua companhia. Após um tratamento numa clínica veterinária de muito renome, porém de péssima qualidade, o Aaron nos deixou.

“Aaron, eterna saudade!”
Depois de sofrer por aproximadamente uma semana, decidimos que tínhamos muito amor para dar a um bichinho. Começamos a pesquisar sobre raças felinas e, de cara, nos apaixonamos pelos Sagrados. No começo nossa intenção era comprar um só filhote, de preferência uma fêmea, pois acreditávamos ser mais dócil. Mas quando fomos visitar o gatil Norway onde estavam a Sophie e a Katherine (nossas primeiras matrizes), não deu para resistir. Foi amor à primeira vista e levamos as duas para nossa casa. Daí para começar uma criação de gatos foi um pulo: foi só seguir a nossa paixão pelos nossos companheiros felinos. Eles dormem em nossa cama, deitam em nosso colo no sofá, brincam com os tapetes da cozinha, fazem folia no banheiro... Enfim, são parte das nossas vidas. 
“Katherine e Sophie na sua primeira noite em casa.” |