Ao que tudo indica, o Sagrado da Birmânia descende dos gatos que eram venerados como deuses nos templos budistas da Birmânia (atual Myanmar), na Ásia, no século XV. Os sacerdotes acreditavam que os fiéis retornavam à Terra na forma de gatos. Há várias descrições da chegada dos primeiros exemplares da raça à Europa. Auguste Pavie, diplomata francês, no começo do século XX, ao redor de 1920, teve o mérito de trazer do extremo oriente um casal de Gatos Sagrados da Birmânia, que lhe foram oferecidos pelos monges do templo de Lao-Tsun em reconhecimento por serviços prestados. O macho, Madalpour, morreu no barco, não sem antes ter coberto a fêmea, Sita, que deu a luz aos primeiros Sagrados da Birmânia de origem francesa, nascidos em Nice. Outra foi quando uma gata grávida da raça Sagrado da Birmânia, vinda num navio para a França, única sobrevivente de todos os gatos que embarcaram, veio também por volta de 1920, e assim foram cruzados os gatos consangüineamente ou com outras raças para aprimorá-lo. A raça moderna foi fundada por "Wong Mau", um Sagrado da Birmânia - levado para os EUA em 1930 - que foi cruzado com um Siamês. É provável que tenha havido importações posteriores da Birmânia. Mas o fato é que em 1936 a raça já se tornara suficientemente pura para ser reconhecida nos EUA. Na França, a raça foi oficialmente reconhecida em 1952. Os selecionadores franceses incluíram na descendência o sangue dos Siameses e dos Persas Brancos, este último responsável pela pelagem macia e semilonga do Sagrado da Birmânia. A história da raça, que divergiu durante a última metade da década de 1940, produziu dois tipos distintos de Sagrado da Birmânia: o gato inglês tem um porte mais oriental, e o americano é mais robusto.
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